Artistas

Conheça os artistas brasileiros que usam Zildjian.

 

Athos Costa

 

Boka

 

Caio Cunha

 

Christiano Galvão

 

Cláudio Infante

 

Dinho Gonçalves

 

Dinho Leme

 

Duda Neves

 

Edu Vianna

 

Eduarda Henklein

 

Fabiano Manhas

 

Fred

 

Gabriel Azambuja

 

Gel Fernandes

 

Giba Favery

 

Guilherme Martin Cersosimo

 

Guto Goffi

 

Haroldo Ferretti

 

Igor Cavalera

 

Igor Willcox

 

Jean Dolabella

 

Jorge Gomes

 

Jorginho Gomes

 

Junior Vargas

 

Leo Rodriguez

 

Luis F. Capano

 

Marco da Costa

 

Max Kolesne

 

Pascoal Meirelles

 

Paulinho Fonseca

 

Pupillo

 

Rafael Barata

 

Ricardo Confessori

 

Robertinho Silva

 

Rubén Zúñiga

 

Sallaberry

 

Thiago Nogueira

 

Tito Oliveira

 

Williams Mello

 

Zé Eduardo Nazario

Dinho Leme

Nascido Ronaldo Poliseli Leme, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, começou sua carreira no interior de São Paulo, na cidade de Rancharia com a banda "Os Delfins", onde com 14 anos já tocava em bailes até quatro horas da manhã nas cidades do interior de São Paulo e norte do Paraná. Conta Dinho Leme que era uma baqueta no prato e outra no besouro que passava a frente da bateria. "Pareciam vestidos de smoking e dançavam melhor do que as pessoas no salão".

Chegando em São Paulo em 1966, não demorou muito a ser contratado por uma academia de música como professor de bateria. Neste mesmo ano foi chamado para compor um novo grupo, Os Bruxos, para acompanhar um dos artistas de maior sucesso da época, o cantor Ronnie Von.

Já se destacando por um estilo muito diferenciado do que se fazia na época, o baterista Dinho Leme conheceu o que estava acontecendo de mais criativo na época: os Mutantes com Arnaldo Baptista, Sergio Dias e Rita Lee. Logo depois passou a fazer parte também de eventos do movimento tropicalista.

Baterista com uma pegada diferente e influenciado por Jinger Backer (Cream) e Mitch Michel (Jimi Hendrix) entre outros, passou as ser requisitado por maestro como Rogério Duprat para gravações de trabalhos diferenciados no final dos anos 60 e início dos anos 70. Participou de várias gravações do famoso estúdio Scatena, na época, o mais equipado estúdio do Brasil. Em 1968 foi convidado para tocar com Jorge Benjor (na época Jorge Bem) e foi o canal para ter um contato mais próximo com Sérgio Dias, Arnaldo Baptista e Rita Lee. Com o convite de Guilherme Araújo, o responsável por todos os artistas do movimento tropicalista, Dinho passou a ser o baterista escalado para vários eventos da Tropicália, tocando tanto com o Caetano Veloso e Gilberto Gil e outros todos quanto aconteciam na época.

Foi em uma dessas apresentações que o baterista Dinho Leme foi convidado a tocar com trio Mutantes (Arnaldo, Sérgio e Rita) que já haviam gravado o primeiro disco com o baterista Dirceu. A partir de 1968, o baterista passou a fazer parte em todos os discos gravados, incluindo discos solo de Arnaldo Baptista.

Após 30 anos, Dinho Leme que tocou muito pouco e amadoristicamente em todos esses anos, voltou a fazer parte da nova formação dos Mutantes com Arnaldo e Sérgio para fechar o show do Festival do Movimento Tropicalista em Londres. Sem os originais Rita Lee e Liminha (baixo), os Mutantes fizeram a volta no Barbican com uma repercussão assustadora nas críticas de jornais londrinos e na Rolling Stone que comemorou a volta como uma das 50 bandas mais criativas do rock mundial.

Os Mutantes acabam de fazer sua primeira turnê como a banda mais psicodélica do mundo nos Estados Unidos, tocando em Nova York, Los Angeles, São Francisco, Seatlle, Chicago e Miami. Em todos os lugares, teatros pequenos e parques de 20 mil pessoas, o grupo foi aplaudido e reconhecido pelo trabalho inusitado e foram convidados a voltar para os principais festivais de rock e jazz dos Estados Unidos.